O amor mais bonito que Deus me deu

Quanto eu voltava
passava por um florido campo.
Meio bêbado, via algumas rosas
e me colocava a colher.

Chegando à casa,
entregava-lhe um buquê lindo,
dizendo sorrindo:
“Matei essas rosas por você!”

A raiva diminuía,
pois no fundo ela adorava
esse meu jeito psicopata
de amá-la.

E se não resolvia
de raiva ela me batia,
sorrindo eu fugia
de volta à mesa do bar.

Então
de repente
ela aparecia
também
embriagada.

Me arrastava
para casa
pelos cabelos,
fazíamos amor
nus no pelo,
assados
caímos de exaustão.

“Ah esse amor!
Me dê esse teu amor,
meu amor,
me dá teu coração!?”

Acordávamos no outro dia
na mais pura alegria
fingindo que nada aconteceu.

Recolhíamos os pratos quebrados,
os lençóis suados,
jurávamos ser um do outro
até no mais profundo breu.

Mesmo da forma
mais doentia,
enquanto eu a fodia,
agradecia,
o amor mais bonito
que Deus me deu.

Publicado por Nivartan

Considero-me um observador cuidadoso, otimista racional, de humor volátil, mas que vem trabalhando o amor em todas as suas possibilidades, buscando sempre ser honrado, justo e valente.

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