A Grande Obra

Acredito que desde que a raça humana inaugurou o modo racional de pensar em si e no mundo ao seu redor, surgiu com esse momento sublime uma das grandes inquietações do ser humano consciente: por que eu estou aqui? Nossos parentes primitivos modernos, como o homo sapiens sapiens (o homem que sabe que sabe), jamaisContinuar lendo “A Grande Obra”

Tarot

Há algum tempo penso em escrever sobre o Tarot, essa magnífica ferramenta que nos possibilita não somente a comunicação entre o plano material e imaterial da existência, como também provoca a expansão da consciência para aquele que consulta seus arquétipos.  Pensei — assim como muitos de vocês sobre esse texto quando se depararam com oContinuar lendo “Tarot”

Controle Mediúnico

No começo do desenvolvimento da incorporação, é muito comum que o desenvolvente se valha de alguns artifícios — até mesmo de forma inconsciente — que o ajude a se entregar ao transe mediúnico. Isso acontece devido à natural insegurança do médium iniciante que, por não ter a plena consciência de como a incorporação atua naContinuar lendo “Controle Mediúnico”

Aos que ficaram

Esses dias, pensei sobre o que deveria escrever do meu irmão Wagner Alencar, que desencarnou no último dia 09, vítima da COVID-19. Enquanto eu administrava a tristeza e a saudade, sabia que deveria essa homenagem a uma amizade ímpar que evoluiu, ao longo de 12 anos, para uma irmandade. Textos assim não são fáceis. EmboraContinuar lendo “Aos que ficaram”

Demanda

É meia-noite. Depois da encruzilhada, a rua de terra batida leva ao barracão iluminado por velas pretas e vermelhas. Os tambores tocam uma sequência lúgubre, os tabaqueiros entoam cânticos que fazem os cães latirem ferozes. Aviso que não adianta fazer o sinal da cruz, no barracão existe um outro maioral.  O frio é aquecido porContinuar lendo “Demanda”

Não provoque o macumbeiro!

Nasci em um bairro pequeno, de casinhas coladas “parede com parede”, e a vizinhança sempre presente foi uma forte marca da minha infância. Foi nela que me deparei a primeira vez, ainda pequeno, com o preconceito religioso, quando sabia que todos meus amigos da rua tinham sido convidados para brincar na casa de alguém, menosContinuar lendo “Não provoque o macumbeiro!”

O homem de doze mãos

Quando refleti sobre como escrever essa história, pensei em tratá-la toda na 3ª pessoa, mas logo percebi que falar da Seara De Oxalá e de seu Babalorixá, sendo que a Seara é minha casa e o Babalorixá foi meu pai de sangue, seria, no mínimo, difícil. Escrevendo, constatei que separar-nos é impraticável. Por isso nãoContinuar lendo “O homem de doze mãos”