A COVID-19 e A Lei da Vibração

Não é de hoje que nosso Planeta anuncia mudanças. Embora possamos elencar vários motivos que justificam o caos atual, como o nosso egoísmo, a antissociabilidade com nossa própria raça (e com os demais habitantes do Planeta) e a ausência ou inversão de valores primários do respeito à vida; esse controle populacional (Obaluaiê/Omulú), essa pandemia, nosContinuar lendo “A COVID-19 e A Lei da Vibração”

O que sabes de mim?

Como falas assimse nem me vistes uma noitee dizes ferir-te como açoitea saudade que tens de mim? Como ousas dizer meu nomenos bares que clamam na madrugadaminha presença torpe, apaixonada, e dizes que isso a deixa insone? Dizes como os que me conhecempelo pouco que lestes de mim,mas se muitas vezes nem são assimas tempestadesContinuar lendo “O que sabes de mim?”

Escrevi em prosa porque tenho pouco a dizer

Quando eu era pequeno tive uma namoradinha, Elisabete, era como se chamava. Eu não lembro se quando a pedi em namoro tinha rosas, se foi em algum lugar especial da escola ou se disse algo bonito, ou se, de fato, alguém fez um pedido oficial, mas eu lembro da mãe dela dizendo: “eles são tãoContinuar lendo “Escrevi em prosa porque tenho pouco a dizer”

Para os olhos teus

Não, meus versos não sãopara teus olhos rasos,que veem na vidauma sequência de acasosquando na vidanada acaso é. Meus versos sãopara os que à beira-maragradecem conscientesde que o sopro da Terraque infla seus pulmõesvem de outro continente. Não, meus olhos não sãopara teus versos rasosde quem sempre teve tudo e a felicidade tornou-se banal. MeusContinuar lendo “Para os olhos teus”

O cadáver da casa nº260

— Você falou que quando chegou ele já estava assim? — Isso, próximo ao sofá. — Como? — O cadáver estava em decúbito dorsal, com os braços estendidos, olhos fechados e a boca aberta como quem deu um último brado na luta contra a morte, fora derrotado. — Sim… fazia tempo que ele vinha fraco,Continuar lendo “O cadáver da casa nº260”

Desculpa se disse que te amo

Desculpa se disse que te amode repente, sem te deixar escolha…eu também não tive igual.Por favor, desculpe meu deslizeminha redundante tolicede amar sempre desigual. Desculpa se disse que te amose fiz assim como quem diz,causando-te surpresa e espanto,antes dos seus desencantos,que você me faz feliz. Desculpa, mas é que háno sereno do meu olharurgência comoContinuar lendo “Desculpa se disse que te amo”

O poema que não escrevi

Resta-me a lembrança de tie os versos que virãoque não sei se serãode amor ou de desilusão. Resta-me em segredoo verso que se atreve,a lembrança das mãos,os olhares que não maisse encontrarão,a felicidade de acharteu cheiro em minha pele. Resta-me a lembrançada sensação de compreensão,de que neste fluxo de alienaçãoencontrei alguém, também,andando na contramão. Resta-meContinuar lendo “O poema que não escrevi”

O que cabe no peito

Olho para dentro de mim e encontroum pedaço de poema, um conto,a história incompleta de uma vida.Dentro de mim não há conselho,apenas reflito diante de um grande espelhoos detalhes que perco de uma história sofrida. Olho para dentro de mim e não há corsó o preto e o amargor da dor,que sonho cessar um dia.DentroContinuar lendo “O que cabe no peito”