Onde está você?

Tenho entalado no peito centenas de “eu te amo” para te dizer de, pelo menos, cem formas diferentes. Pouco importa se eu não disse ainda afirmações mais simples como: “eu gosto de você”, ou “eu estou feliz com você”, mas eu sei que o “eu te amo”, na forma como existe aqui em mim, entregaContinuar lendo “Onde está você?”

A joia do céu

Caminhava com a mochila pesada de velhos amigos. Centenas de páginas sobre uma ciência tão antiga quanto a humanidade, tempos em que buscava-se nas salamandras do fogo, nos gnomos da terra, nas ondinas na água e nos silfos do ar os caracteres ocultos do Grande Arcano. Princípios que sabiam, queriam e ousavam práticas cujas revelaçõesContinuar lendo “A joia do céu”

Um dia por acaso

Caminhava com a mochila pesada de velhos amigos. Centenas de páginas sobre uma ciência tão antiga quanto a humanidade, tempos em que buscava-se nas salamandras do fogo, nos gnomos da terra, nas ondinas na água e nos silfos do ar os caracteres ocultos do Grande Arcano. Princípios que sabiam, queriam e ousavam práticas cujas revelaçõesContinuar lendo “Um dia por acaso”

O amor que nunca vivi

Me flagro tendo saudadede amores que nunca tive.Há, porém, quem duvideque se tenha saudade assim. Para o espelho ensaio o discurso,conto a empolgante paixão em curso,de uma declaração de amor promovida,que nunca existiu, nunca, em vida,que nunca, nunca, se deu em mim. Agora, todo os diaspasso café com alegriapensando no meu maior amor,a minha maisContinuar lendo “O amor que nunca vivi”

Meu horizonte

Olha para o horizonte‎leva um candeeiro‎e me espera voltar‎sem pensar‎que é engano.‎‎Quem sabe‎daqui a pouco,‎talvez‎alguns‎anos. Julia, tua filha,terá 11 primaveras.Nosso tempo contamosquando o vento, enfim,trouxer minhas velas. Mas para tua cama,quentepara as tuas pernas,rentes, meu amor,irei voltar. Tu sabe, meu bem,que meu amor…é que meu amorflutua. Ao voltarlerei meus poemasenquanto tume ouve nua. Sem oContinuar lendo “Meu horizonte”

A noite dos valentes

Acordei de madrugadana noite dos valentespensei: onde estariam as gentesnesta hora inusitada? Na esquina o buteco,na calçada dorme Marrecofilho do dono do butiquimBebe sempre todo diatoma com muita alegriauma garrafa inteira de gim Ana, essas horas,menina direita e honesta,dorme o sono da festade deuses que o sono pastoraJaja nascerá a aurorae ela então estará refeitaContinuar lendo “A noite dos valentes”

Blackbird

Meu poema é um pássaro negroque quando alça vooo céu se cobre de nuvens cinzase seu voo alimenta meu verso,meu texto, minha rimatudo que eu começo ele findae põe-me a escrever Vejo nesta pedra de mármoreteus olhos a fitar-mecom vazio eternoonde antes era amor paternoe nem mesmo vestidona mais bela mortalhapai, tu perdeste a batalhaeContinuar lendo “Blackbird”

Coração

Meu Coração,por que andas tão sozinho?Não reconheces a rua, a casa, teus vizinhos? Nem a caneta,nem essa sinfonia?Responde-me, Coração,em que bar deixastes a tua valentia? Com quantos coposafogara teus sentimentose os lamentos que não derapara poupar-te dos julgamentos? Quantos cigarrosforam necessáriospara calar a tua bocae poupar-te do escárnio? Te deram respostasapontaram o caminhoquando tudo queContinuar lendo “Coração”

Face a face

Velha amiga Solidão,te orgulha como ganha a vida?Tornando a existência dos sábiose dos loucosassim, confusa e sofrida? Quando chega à casanefasta tenda em meio ao nevoeiroconsegues deitar na tua cama de mágoase repousar a cabeça no travesseiro? Qual o céu que tu olhas?Para que sol, que tu nunca conhecera?Que te fizeram, nobre amigapara ser assimContinuar lendo “Face a face”